E se eu morresse agora?

Se eu morresse agora perderia a chance de conseguir muitas coisas que quero ao longo da vida. Algumas materiais, como um apartamento, um cachorro ou gato, um diploma de bacharelado em publicidade e propaganda; e outras imateriais, como viagens para o exterior, longas conversas com meus pais, minha avó, meus amigos, um emprego em uma grande agência de comunicação.

A gente sonha para manter a vontade de viver acesa. Acredito que sem sonhos não há motivos para continuar vivo. Essa linha tênue entre o nascimento e a morte é quando colecionamos coisas, das mais variadas formas.

Ontem quando fui ao supermercado fazer as compras da semana fiquei paralisado com um senhor sendo grosseiro com a atendente no caixa. Queria ter tido uma atitude maior em relação ao fato, talvez chamado a polícia para ele, ou sei lá o que. Tão perplexo que fiquei, que não consegui ter atitude. Coisas como essa me deixam triste, e sem motivos para continuar sonhando, logo, querendo viver.

Se eu estiver sete palmos abaixo da terra, não terei consciência de que perdi tantas oportunidades de poder transformar as coisas, por mais pequena que seja minha participação. Não  terei consciência de que perdi tantas oportunidades pelas quais tento conseguir. Mas se ainda capto oxigênio involuntariamente, continuarei tendo sonhos, e tentando realizá-los. Mesmo que alguns percalços me façam pensar em desistir, estarei lá, tentando, e tentando, até quando minhas pálpebras se juntarem uma na outra.

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